Roja Dove - Enigma Pour Homme Parfum Cologne (100 ML)
Roja Dove - Enigma Pour Homme Parfum Cologne (100 ML)
Roja Dove - Enigma Pour Homme Parfum Cologne (100 ML)
Descubra o Roja Dove - Enigma Pour Homme Parfum Cologne (100 ML), um perfume perfumes de nichos da marca roja-dove. Fragrância única e envolvente para quem busca sofisticação e elegância.
Características
- Marca: roja-dove
- Categoria: Perfumes de Nichos
- Volume: 100 ML
Produto original importado. Garantia de autenticidade.
Avaliações de Clientes
Existem perfumes que, na primeira borrifada, imediatamente despertam uma memória olfativa conhecida. No Enigma Parfum Cologne, da Roja, para mim isso acontece de maneira quase inevitável: existe algo de Coca-Cola ali. E quem conhece o Tonka Cola, da Mancera, provavelmente vai entender imediatamente a referência. Mas é importante deixar claro que não estou dizendo que sejam perfumes iguais. Eles compartilham essa atmosfera de refrigerante de cola, especiarias e dulçor, mas contam histórias bastante diferentes. Se tivesse que colocar os dois refrigerantes sobre uma mesa, diria que o Tonka Cola está mais para uma Cherry Coke ou até uma Dr Pepper, enquanto o Enigma se aproxima muito mais de uma Coca-Cola tradicional. No Mancera, a cereja e a canela deixam a sensação mais doce, frutada, evidente e até divertida. É um perfume mais sintético, direto e “moderninho”, no bom sentido da palavra. Combina perfeitamente com alguém jovem, jeans, camiseta e tênis, indo para a faculdade, encontrar amigos ou para uma balada. Meu filho de 17 anos, inclusive, prefere o Tonka Cola, e acho absolutamente coerente com a idade e o tipo de ocasião em que ele usa perfume. O Enigma pega essa mesma brincadeira e a leva para um ambiente mais adulto. É quase como se aquela Coca-Cola tivesse saído da lata, ido para um copo de cristal com gelo e fosse servida em um bar mais sofisticado. Continua descontraída, continua reconhecível, mas existe muito mais coisa acontecendo ao redor. A abertura é interessante justamente porque não começa pesada. Existe uma luminosidade cítrica que ajuda a dar aquela primeira efervescência, quase a sensação das bolhas subindo quando colocamos Coca-Cola em um copo. Logo aparecem as especiarias, e é aí que começa a nascer a associação com o refrigerante. Existe um lado quente, levemente picante e adocicado que vai se juntando ao cítrico e construindo aquele acorde de cola sem que exista, obviamente, uma “nota de Coca-Cola” propriamente dita. Conforme evolui, o perfume começa a mostrar por que estamos diante de algo mais elaborado que o Tonka Cola. O lado floral trabalha muito mais como textura do que como protagonista e, na minha percepção, não transforma o Enigma em um perfume floral. Ele serve para arredondar aquela combinação de cítrico, especiarias e dulçor antes de entrarmos na parte que realmente dá maturidade à fragrância. E aí aparece o tabaco. Para mim, é uma das grandes diferenças entre os dois perfumes. O tabaco dá corpo, profundidade e principalmente seriedade àquela brincadeira de Coca-Cola. Não estamos falando de um tabaco pesado, esfumaçado e dominante, como encontramos em fragrâncias construídas praticamente ao redor dessa nota. Aqui ele trabalha dentro do conjunto, trazendo um aspecto quente e levemente seco que impede o perfume de virar simplesmente um refrigerante doce. A baunilha entra justamente no sentido contrário, devolvendo cremosidade e dulçor, enquanto as madeiras e a base mais ambarada ajudam a sustentar tudo. O resultado é muito interessante porque o Enigma nunca perde completamente aquela sensação inicial de cola. Ela apenas vai amadurecendo. É como se a Coca-Cola da abertura fosse lentamente ganhando tabaco, madeira, especiarias e baunilha ao redor até se transformar em algo muito mais sofisticado. Ou seja, é uma Coca Cola mais refinada e elegante. Porém cuidado, na pirâmide consta Conhaque o que pode remeter a uma Cuba Libre. Mas aqui não é o caso. Existem outros perfumes com DNA de Cuba Libre e o Enigma não é um deles não. O Conhaque está mais ali para fazer o cheiro de Coca Cola e não para trazer um lado alcoólico e de drink. Talvez seja exatamente por isso que, apesar de achar o Enigma elegante, eu não o classificaria como um perfume propriamente formal. Ele possui qualidade e estrutura para acompanhar uma roupa muito bem escolhida, mas sua personalidade continua descontraída demais para que eu pense imediatamente em casamento, black tie ou uma reunião importante de conselho. Existem Rojas e vários outros perfumes que cumprem muito melhor essa função. Por outro lado, dentro do informal elegante, acho fantástico. Dá para usar em um jantar, bar, encontro com amigos, balada e até em um encontro romântico mais descontraído. Também arriscaria tranquilamente em um encontro de negócios informal, principalmente quando não existe terno e gravata envolvidos. É aquele perfume que combina muito melhor com uma boa jaqueta, camisa, jeans escuro e sapato ou tênis bem escolhido do que com um terno. Existe inclusive uma situação que resume perfeitamente onde imagino usando o Enigma: final de tarde frio em Campos do Jordão, indo ao Baden Baden com outro casal, tomar um chope e comer uma bela comida alemã. Você saiu para algo completamente informal, mas está bem vestido; está frio, o ambiente é movimentado, existe madeira ao redor, comida, bebida e conversa. O Enigma se encaixa perfeitamente ali. Tem presença e sofisticação, mas não parece que você se arrumou para ir a um casamento quando na verdade só foi tomar um chope com amigos. Em termos de clima, acho claramente um perfume de outono e inverno, predominantemente noturno, embora funcione perfeitamente do final da tarde em diante. O tabaco, a baunilha, as especiarias e toda essa sensação quente pedem temperaturas mais baixas. No verão eu não vejo muito sentido, principalmente porque o calor pode fazer justamente o dulçor que é tão agradável no frio começar a pesar. Apesar de considerá-lo mais masculino, não vejo nenhuma barreira real para uma mulher usar. Aquele aspecto de cola, a baunilha e o dulçor dão uma jovialidade que quebra bastante a seriedade do tabaco, e consigo imaginar facilmente uma mulher com personalidade usando o Enigma, principalmente à noite. Aliás, essa é uma fragrância interessante justamente porque consegue conversar com gerações diferentes. Em alguém mais maduro fica descontraída e moderna, sem transparecer que você é um “tiozão”; em alguém jovem, pode trazer uma sofisticação que normalmente não existe nos perfumes mais óbvios desse público. Quanto à performance, achei boa, mas não extraordinária, principalmente considerando aquilo que algumas pessoas podem esperar de um Roja. A longevidade é boa e acompanha tranquilamente uma saída à noite, enquanto a projeção é mediana. Ele é percebido e deixa rastro, mas não entra no ambiente vários metros antes de você. Para quem gosta de uma presença maior, como eu, aceita tranquilamente algumas borrifadas adicionais. Acho inclusive que ele melhora quando aplicado um pouco mais generosamente, porque aquela combinação de cola, tabaco e baunilha ganha mais volume no ar. No final, o Enigma Parfum Cologne provavelmente vai ocupar na minha coleção justamente o espaço que o Tonka Cola ocupava. Não porque o Mancera seja ruim, muito pelo contrário, acho sua proposta extremamente divertida e competente, mas porque hoje o Roja conversa mais comigo. O Tonka Cola é mais sintético, jovem, divertido e baladeiro; o Enigma pegou aquela mesma memória olfativa e acrescentou estrutura, tabaco, profundidade e uma dose maior de sofisticação. Meu filho provavelmente continuará escolhendo o Tonka Cola. Eu escolheria o Enigma. E talvez essa seja a comparação mais simples entre os dois. O Tonka Cola é uma Cherry Coke tomada de jeans, camiseta e tênis antes da balada. O Enigma é uma Coca-Cola servida com gelo em um bom copo de cristal, enquanto você está de camisa, jaqueta e talvez com um charuto esperando para ser aceso depois do jantar. A diversão continua ali. Só ficou um pouco mais adulta.
Nos meus 5 anos na perfumaria nunca senti um cheiro tão interessante assim igual o enigma. É um perfume que me despertou varias memorias olfativas a muitas coisas gourmands, mas não é necessariamente idêntico a nenhuma comida em si.... Houveram momentos que me lembrou vaca preta lotada de coca-cola, hora me lembrou nescau cereal e outros momentos o drink cuba libre. O cheiro desse perfume é enigmático... doce, resinoso, quente e sutilmente alcoólico. Pra mim salta uma baunilha bem docinha junto de um lado licoroso de conhaque e um floral de flor de tabaco com heliotrópio misturado de benjoim bem ambarado e aquecido. Sinto muita dificuldade em identificar cada nota nitidamente nesse perfume... é um aroma muito complexo, mas ao mesmo tempo muito agradável. Sinto uma nuance sutilmente achocolatada que não está descrito nas notas, porém para mim parece fazer muito sentido. Performance muito boa, foram 11hrs de fixação e uma projeção moderada/forte pelas primeiras 2hrs após a aplicação. Eu finalizo aqui deixando a minha mais pura recomendação para que conheçam esse perfume, é uma obra muito única e especial, não há nada na perfumaria tradicional que chegue remotamente perto desse perfume, justamente pelo fato de que há uma mistura de notas muito interessantes aqui. Se você não gosta de perfumes doces esse aqui pode não ser uma boa recomendação. Não recomendo blind.
Tenho um estojo pequeno com 5 amostras de perfumes "parfum cologne" de Roja. Por algum mistério, o Enigma passou totalmente batido quando eu experimentei junto com outros perfumes. Esses dias, revirando os perfumes da casa, me deparei com ele, e fui correndo borrifar o danadinho na fita e na pele. Que baita perfume... É complexo, inúmeras nuances ao mesmo tempo, ligeiramente linear, mas denso, encorpado. Baunilha com tabaco, sendo o acorde das duas notas o carro chefe da fragrância, sendo possível sentir do começo ao fim. Tabaco frutado, suavemente defumado, com a baunilha "perfeita", doce, cremosa, levemente polvorosa, um pouco medicinal e um pouco balsâmica. Tudo isso em duas notas. Há também o heliotropo, que entrega uma sensação xaropada bem forte de imediato, mas que vai ficando cada vez menos intenso, até desaparecer por completo. O conhaque também oferece uma picada licorosa e ardente, misturando-se muito bem com as demais notas, sem tomar o protagonismo das outras duas supracitadas (tabaco e baunilha). No fundo, a combinação de especiarias incensadas, mirra, pimenta e cardamomo, dão um peso extra na baunilha, criando sensações que lembram algo achocolato e suavemente esfumaçado.A mirra tem seu momento de brilhantismo mais ao final do perfume, sendo facilmente sentida junto da baunilha. Para um "parfum cologone", tem ótima fixação e projeção. Os demais da casa costumam ser mais suaves, mas esse, é uma bombinha. Projeção intensa de umas duas horas, com fixação que chega às 10 facilmente. Na roupa só sai lavando. Ideal para noites elegantes, jantares, encontros, mas também encara facilmente uma balada e um barzinho, por ser bem descontraído sem abrir mão da elegância e sofisticação. Tem alguns perfumes com a mesma vibe, mas ele definitivamente engloba o ponto forte de todos eles, num só. Lembra o Herod, Jazz Club, Mercedes Benz Club Black, Leyton e Pegasus. Mas ainda que cada um deles tenha seu ponto forte sozinho, o enigma é o Megazord, e une tudo de bom dos demais perfumes, num só. Vale cada centavo.
Existem perfumes que, na primeira borrifada, imediatamente despertam uma memória olfativa conhecida. No Enigma Parfum Cologne, da Roja, para mim isso acontece de maneira quase inevitável: existe algo de Coca-Cola ali. E quem conhece o Tonka Cola, da Mancera, provavelmente vai entender imediatamente a referência. Mas é importante deixar claro que não estou dizendo que sejam perfumes iguais. Eles compartilham essa atmosfera de refrigerante de cola, especiarias e dulçor, mas contam histórias bastante diferentes. Se tivesse que colocar os dois refrigerantes sobre uma mesa, diria que o Tonka Cola está mais para uma Cherry Coke ou até uma Dr Pepper, enquanto o Enigma se aproxima muito mais de uma Coca-Cola tradicional. No Mancera, a cereja e a canela deixam a sensação mais doce, frutada, evidente e até divertida. É um perfume mais sintético, direto e “moderninho”, no bom sentido da palavra. Combina perfeitamente com alguém jovem, jeans, camiseta e tênis, indo para a faculdade, encontrar amigos ou para uma balada. Meu filho de 17 anos, inclusive, prefere o Tonka Cola, e acho absolutamente coerente com a idade e o tipo de ocasião em que ele usa perfume. O Enigma pega essa mesma brincadeira e a leva para um ambiente mais adulto. É quase como se aquela Coca-Cola tivesse saído da lata, ido para um copo de cristal com gelo e fosse servida em um bar mais sofisticado. Continua descontraída, continua reconhecível, mas existe muito mais coisa acontecendo ao redor. A abertura é interessante justamente porque não começa pesada. Existe uma luminosidade cítrica que ajuda a dar aquela primeira efervescência, quase a sensação das bolhas subindo quando colocamos Coca-Cola em um copo. Logo aparecem as especiarias, e é aí que começa a nascer a associação com o refrigerante. Existe um lado quente, levemente picante e adocicado que vai se juntando ao cítrico e construindo aquele acorde de cola sem que exista, obviamente, uma “nota de Coca-Cola” propriamente dita. Conforme evolui, o perfume começa a mostrar por que estamos diante de algo mais elaborado que o Tonka Cola. O lado floral trabalha muito mais como textura do que como protagonista e, na minha percepção, não transforma o Enigma em um perfume floral. Ele serve para arredondar aquela combinação de cítrico, especiarias e dulçor antes de entrarmos na parte que realmente dá maturidade à fragrância. E aí aparece o tabaco. Para mim, é uma das grandes diferenças entre os dois perfumes. O tabaco dá corpo, profundidade e principalmente seriedade àquela brincadeira de Coca-Cola. Não estamos falando de um tabaco pesado, esfumaçado e dominante, como encontramos em fragrâncias construídas praticamente ao redor dessa nota. Aqui ele trabalha dentro do conjunto, trazendo um aspecto quente e levemente seco que impede o perfume de virar simplesmente um refrigerante doce. A baunilha entra justamente no sentido contrário, devolvendo cremosidade e dulçor, enquanto as madeiras e a base mais ambarada ajudam a sustentar tudo. O resultado é muito interessante porque o Enigma nunca perde completamente aquela sensação inicial de cola. Ela apenas vai amadurecendo. É como se a Coca-Cola da abertura fosse lentamente ganhando tabaco, madeira, especiarias e baunilha ao redor até se transformar em algo muito mais sofisticado. Ou seja, é uma Coca Cola mais refinada e elegante. Porém cuidado, na pirâmide consta Conhaque o que pode remeter a uma Cuba Libre. Mas aqui não é o caso. Existem outros perfumes com DNA de Cuba Libre e o Enigma não é um deles não. O Conhaque está mais ali para fazer o cheiro de Coca Cola e não para trazer um lado alcoólico e de drink. Talvez seja exatamente por isso que, apesar de achar o Enigma elegante, eu não o classificaria como um perfume propriamente formal. Ele possui qualidade e estrutura para acompanhar uma roupa muito bem escolhida, mas sua personalidade continua descontraída demais para que eu pense imediatamente em casamento, black tie ou uma reunião importante de conselho. Existem Rojas e vários outros perfumes que cumprem muito melhor essa função. Por outro lado, dentro do informal elegante, acho fantástico. Dá para usar em um jantar, bar, encontro com amigos, balada e até em um encontro romântico mais descontraído. Também arriscaria tranquilamente em um encontro de negócios informal, principalmente quando não existe terno e gravata envolvidos. É aquele perfume que combina muito melhor com uma boa jaqueta, camisa, jeans escuro e sapato ou tênis bem escolhido do que com um terno. Existe inclusive uma situação que resume perfeitamente onde imagino usando o Enigma: final de tarde frio em Campos do Jordão, indo ao Baden Baden com outro casal, tomar um chope e comer uma bela comida alemã. Você saiu para algo completamente informal, mas está bem vestido; está frio, o ambiente é movimentado, existe madeira ao redor, comida, bebida e conversa. O Enigma se encaixa perfeitamente ali. Tem presença e sofisticação, mas não parece que você se arrumou para ir a um casamento quando na verdade só foi tomar um chope com amigos. Em termos de clima, acho claramente um perfume de outono e inverno, predominantemente noturno, embora funcione perfeitamente do final da tarde em diante. O tabaco, a baunilha, as especiarias e toda essa sensação quente pedem temperaturas mais baixas. No verão eu não vejo muito sentido, principalmente porque o calor pode fazer justamente o dulçor que é tão agradável no frio começar a pesar. Apesar de considerá-lo mais masculino, não vejo nenhuma barreira real para uma mulher usar. Aquele aspecto de cola, a baunilha e o dulçor dão uma jovialidade que quebra bastante a seriedade do tabaco, e consigo imaginar facilmente uma mulher com personalidade usando o Enigma, principalmente à noite. Aliás, essa é uma fragrância interessante justamente porque consegue conversar com gerações diferentes. Em alguém mais maduro fica descontraída e moderna, sem transparecer que você é um “tiozão”; em alguém jovem, pode trazer uma sofisticação que normalmente não existe nos perfumes mais óbvios desse público. Quanto à performance, achei boa, mas não extraordinária, principalmente considerando aquilo que algumas pessoas podem esperar de um Roja. A longevidade é boa e acompanha tranquilamente uma saída à noite, enquanto a projeção é mediana. Ele é percebido e deixa rastro, mas não entra no ambiente vários metros antes de você. Para quem gosta de uma presença maior, como eu, aceita tranquilamente algumas borrifadas adicionais. Acho inclusive que ele melhora quando aplicado um pouco mais generosamente, porque aquela combinação de cola, tabaco e baunilha ganha mais volume no ar. No final, o Enigma Parfum Cologne provavelmente vai ocupar na minha coleção justamente o espaço que o Tonka Cola ocupava. Não porque o Mancera seja ruim, muito pelo contrário, acho sua proposta extremamente divertida e competente, mas porque hoje o Roja conversa mais comigo. O Tonka Cola é mais sintético, jovem, divertido e baladeiro; o Enigma pegou aquela mesma memória olfativa e acrescentou estrutura, tabaco, profundidade e uma dose maior de sofisticação. Meu filho provavelmente continuará escolhendo o Tonka Cola. Eu escolheria o Enigma. E talvez essa seja a comparação mais simples entre os dois. O Tonka Cola é uma Cherry Coke tomada de jeans, camiseta e tênis antes da balada. O Enigma é uma Coca-Cola servida com gelo em um bom copo de cristal, enquanto você está de camisa, jaqueta e talvez com um charuto esperando para ser aceso depois do jantar. A diversão continua ali. Só ficou um pouco mais adulta.
Nos meus 5 anos na perfumaria nunca senti um cheiro tão interessante assim igual o enigma. É um perfume que me despertou varias memorias olfativas a muitas coisas gourmands, mas não é necessariamente idêntico a nenhuma comida em si.... Houveram momentos que me lembrou vaca preta lotada de coca-cola, hora me lembrou nescau cereal e outros momentos o drink cuba libre. O cheiro desse perfume é enigmático... doce, resinoso, quente e sutilmente alcoólico. Pra mim salta uma baunilha bem docinha junto de um lado licoroso de conhaque e um floral de flor de tabaco com heliotrópio misturado de benjoim bem ambarado e aquecido. Sinto muita dificuldade em identificar cada nota nitidamente nesse perfume... é um aroma muito complexo, mas ao mesmo tempo muito agradável. Sinto uma nuance sutilmente achocolatada que não está descrito nas notas, porém para mim parece fazer muito sentido. Performance muito boa, foram 11hrs de fixação e uma projeção moderada/forte pelas primeiras 2hrs após a aplicação. Eu finalizo aqui deixando a minha mais pura recomendação para que conheçam esse perfume, é uma obra muito única e especial, não há nada na perfumaria tradicional que chegue remotamente perto desse perfume, justamente pelo fato de que há uma mistura de notas muito interessantes aqui. Se você não gosta de perfumes doces esse aqui pode não ser uma boa recomendação. Não recomendo blind.
Tenho um estojo pequeno com 5 amostras de perfumes "parfum cologne" de Roja. Por algum mistério, o Enigma passou totalmente batido quando eu experimentei junto com outros perfumes. Esses dias, revirando os perfumes da casa, me deparei com ele, e fui correndo borrifar o danadinho na fita e na pele. Que baita perfume... É complexo, inúmeras nuances ao mesmo tempo, ligeiramente linear, mas denso, encorpado. Baunilha com tabaco, sendo o acorde das duas notas o carro chefe da fragrância, sendo possível sentir do começo ao fim. Tabaco frutado, suavemente defumado, com a baunilha "perfeita", doce, cremosa, levemente polvorosa, um pouco medicinal e um pouco balsâmica. Tudo isso em duas notas. Há também o heliotropo, que entrega uma sensação xaropada bem forte de imediato, mas que vai ficando cada vez menos intenso, até desaparecer por completo. O conhaque também oferece uma picada licorosa e ardente, misturando-se muito bem com as demais notas, sem tomar o protagonismo das outras duas supracitadas (tabaco e baunilha). No fundo, a combinação de especiarias incensadas, mirra, pimenta e cardamomo, dão um peso extra na baunilha, criando sensações que lembram algo achocolato e suavemente esfumaçado.A mirra tem seu momento de brilhantismo mais ao final do perfume, sendo facilmente sentida junto da baunilha. Para um "parfum cologone", tem ótima fixação e projeção. Os demais da casa costumam ser mais suaves, mas esse, é uma bombinha. Projeção intensa de umas duas horas, com fixação que chega às 10 facilmente. Na roupa só sai lavando. Ideal para noites elegantes, jantares, encontros, mas também encara facilmente uma balada e um barzinho, por ser bem descontraído sem abrir mão da elegância e sofisticação. Tem alguns perfumes com a mesma vibe, mas ele definitivamente engloba o ponto forte de todos eles, num só. Lembra o Herod, Jazz Club, Mercedes Benz Club Black, Leyton e Pegasus. Mas ainda que cada um deles tenha seu ponto forte sozinho, o enigma é o Megazord, e une tudo de bom dos demais perfumes, num só. Vale cada centavo.